
Toda boa historia começa por um Era uma vez... Talvez em tempos reais começamos por um nascimento... Fazer parte do mundo é uma responsabilidade, construir uma historia é fascinante, mas como poderei executá-la se o Hoje ainda vivo e o amanha não existe?
Aos oito anos pretendia ser astronauta, sonhava flutuar desvendar meu mundo imaginário. Ser inconseqüente, ser o mais novo Ranger, talvez tomar lugar do Ranger azul, afinal por que não salvar o mundo aos oito anos. RS
A pretensão de não ser óbvio aos oito me parecia tão radical, o mundo aos oito é tão maior a idéia de ser independente me parecia ser tão fácil, as dores eram imaculadas embora parecessem tão doídas.
A espera de um sábado para tomar casquinha de um real me era surreal. Gritar pedindo dinheiro e fazer birra quando não o tinha me fazia tão adulto, orgulhoso, genioso. O esconde-esconde então... Dava-me vontade de fazer xixi embora tivesse de suportar afinal a realização de ser o ultimo achado me deixava excitado.
A idéia de maturidade é um ponto de vista afinal podemos ser crianças aos noventa e sermos adultos aos onze, é só uma questão de habito. Habito de ser feliz, habito de não querer fazer nada, gritar quando se deve calar e chorar quando devemos rir. Propomo-nos ser aquilo que queremos ser visto. Ser velho e brincar não agridem a maturidade, ser poeta aos nove não torna velho afinal é a minha forma de pensar?
Sonhar em plena juventude me parece um tanto quanto inútil, afinal temos planos incoerentes tentamos viver plenamente absorvendo tudo para não passar vergonha aos 50.
Viver talvez por algum motivo seja a premonição dos nossos desejos, que por ventura se o vento nos levar poderá tornar-se real.
Agora será que viveremos ao próximo outono?
Não existir é um passo vago. Se morrereis amanhã como ficará a minha roupa suja? Quem desligará o despertador? Quem usará minha cueca e lerá meu livro que está na pagina 50 eu quero ver o final?
Morrer é estranho porque é um ponto final. Um ponto final para aquilo que eu ainda não terminei. Por que não posso terminar de ler o livro, fazer a faculdade e morrer quando quiser? Parece-me justo. A vida é minha eu me conheço. RS
Será que sabemos quando devemos morrer? Será que temos a coerência em pararmos de viver para o ato de morrer?
Não seria mais fácil dizer “ Ai gente,foi tudo muito bom, amo vocês mas agora acho que tenho que morrer”.
Talvez Deus não nos tenha dado esse poder por acreditar que poderíamos ser Suicidas. Pensemos porque não morrer quando estouramos o limite do cartão,por que não morrer quando levamos um fora e porque não morrer quando passamos vergonhas.
Pensando assim deixo a vida me levar e não sabereis para que lado andasse a morte. Acredito que alguém lerá meu livro, cantará minhas musicas e ditará minhas historias, afinal somos humanos e fomos criados para sermos amados e termos amantes. Não construídos uma vida só.
Morreremos só, não existe um caixão King size. Mas uma coisa eu sei quero viver plenamente para quando meu outono não chegar posso relembrar o verão que passou.
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